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FENDA INERTE
No labirinto profundo
Em que dorme a minha sombra
Nem Jung ou Freud o saberia
As nuances letais da agonia
Da verve poética que do meu ser exala
Somente a orquestra sinfônica da fala
Contrapõe-se ao que me cala
Que é fria lápide
Tal fenda inerte
Preciso mais que flores vermelhas
Jogadas no esquife
Para embelezar
Cada pensamento meu
Que bebe das leis do
ostracismo
Mas que é majestoso e suspenso
Nos portões a que nos iguala
Na frialdade deste chão,
Mas resplandecente é sempre – o berço
Que nos acolhe a vala!
Erilva Leite
Os que ostracizam terão o mesmo fim dos ostracizados. A mensagem que ele passa é muito boa, fora as referências à psicologia. O poema, além de belo, é um convite à reflexão. Aliás, tal convite é uma das funções da arte, muitas vezes esquecida por quem faz arte e por quem aprecia.
ResponderExcluirInteressante. Devo confessar que não consegui ver além das palavras e terminei em reflexões pessoas a respeito desse poema. Ao mesmo tempo que achei denso, achei profundo, mesmo não entendendo bem, sinto conteúdo.
ResponderExcluirRosas e esquifes, ostras e perolas
ResponderExcluirFreud e Jung
Talvez Reich tenha uma resposta, já que fala sobre os escudos que colocamos por fora.
Consegui minha mana Erilva. Que belo poema fizeste! Parabéns pelo BLOG e pela poesia!
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