sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Não tenho pretensões de ensinar nada a ninguém, já que de filosofia, sei quase nada, mas desejo que leiam meu texto e deixem suas análises, pois quanto mais diverso o pensamento, mais rico, em minha opinião.







                                                       

    Sempre que leio Nietzsche – O Nietzsche enquanto filósofo; deparo-me com a solidão dele enquanto homem, ser humano – “demasiadamente humano”. E tendo por base as cartas dele – uma delas - intitulada “O viajante e as sua sombra” não fica distante o sentimento de inquietação e busca do bem comum para toda a humanidade - para a qual ele mesmo disse que nasceu já póstumo, não conceberiam a tempo as suas palavras, as quais ele nasceu e morreu crendo em cada uma... Era sua sina, seu ofício.
     No  livro “O viajante e as sua sombra” - apresentação de Ciro Mioranza, que descreve o Nietzsche desta forma brilhante:
     “Um viajante – poeta, filósofo observador – segue as trilhas do mundo interior e exterior, monitorado por uma sombra – poetisa, filósofa, observadora – sombra que é dele, sem o ser, que personifica a luz, sem o ser, que se desfaz nas penumbras para descansar e refletir. Ora o viajante a segue, ora é ela que o acompanha. Sempre que haja luz. E sol para os aquecer. E vento e neve para os unir”.
     E passo a analisar sob a ótica dos escritos de Nietzsche, que as nossas vidas não são diferentes da vida dos gênios da humanidade, se descortinam sempre naquilo que almejamos, e nesta busca quase infinda, nos tornamos ao longo de tudo, nós mesmos, centelhas de luz que se harmonizam ou se desarmonizam, que compreendem a sua caminhada, ou se perdem nela, tendo que voltar. E as nossas inquietações são sempre as nossas sombras que nos aguardam... ainda que o inverso da sombra seja a luz que sempre nos guiará. E te pergunto com urgência de resposta, de onde emana a sua luz? De quais sombras tu te resvalas?
     A resposta por mais diferenciada que seja, e que tanto desejo ouvi-la,  acaba por ter um mesmo denominador comum. Busca-se de alguma forma, e a encontra, simples como 2+2 são 4.

     Esta é a magia da vida, ela nos respeita demais, damos a ela sempre o melhor de nós mesmos, para isso - basta sermos justos, verdadeiros, agir com integridade, inteireza de espírito - e o resto? O resto vem como luva ou como a lua - num céu de estrelas, pleno de paz...

2 comentários:

  1. A genialidade de Nietzsche era tal que o fazia se sentir só, pois como você disse, ninguém acompanhava seu pensamento. No entanto, era um profeta e o tempo mostrou que ele estava certo. Sua imortalidade está mais do que garantida. Um dos meus filósofos preferidos e um dos maiores gênios e críticos que a humanidade já teve!

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  2. Concordamos como sendo um dos maiores gênios da humanidade.

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